terça-feira, 12 de setembro de 2023

 Exposição Solar e ao Calor no Recém-Nascido 

A exposição solar tem um papel muito importante para estimular a produção de vitamina D, que é fundamental para a absorção e fixação do cálcio nos ossos, que por sua vez, ajuda no desenvolvimento do bebé. No entanto, a exposição solar requer alguns cuidados. 


A pele dos bebés é muito frágil e fina e facilmente sujeita a agressões como: 

  • - Eritema 

  • - Queimadura solar 

  • - Desidratação 

  • - Aparecimento de manchas   

  • - Cancro da pele 


Quais os cuidados a ter para proteger o seu bebé do Calor e da Exposição Solar? 

  • Os bebés com menos de 6 meses não devem estar sujeitos a exposição solar direta.  

  • O uso de protetor solar só está indicado a partir dos 6 meses de idade. 

  • Deve procurar estar com o seu bebé em espaços arejados e com muita sombra. 

  • Evitar a exposição solar entre as 11h e 17h. 

  • Vestir o bebé com roupas largas e frescas, de preferência de algodão, de forma a cobrir o tronco, braços e pernas do bebé. Não se esqueça de adequar o vestuário do seu bebé à temperatura do espaço onde estiver. 

  • Usar cortinas ou proteção solar no carro para evitar a luz solar direta e sobreaquecimento. 

  • Evitar o uso de fraldas de pano ou mantas nos carrinhos ou ovinhos dos bebés.  

  • Ter atenção as zonas de pregas cutâneas, manter bem secas para evitar o aparecimento de humidade e feridas na pele. 

  • Caso esteja a amamentar, oferecer a mama sempre que o bebé sentir necessidade para o manter hidratado.  

  • Nunca deixe o bebé dentro do carro estacionado e se fizer viagens longas não esquecer de realizar pausas pelo menos de 2h em 2h. 

 

Sinais de Alerta 

  • - Suores intensos 

  • - Fraqueza 

  • - Pele fria, pegajosa e pálida 

  • - Frequência cardíaca acelerada ou fraca 

  • - Vómitos e/ou Náuseas 

  • - Febre 

  • - Diarreia 


Caso o seu bebé apresente sinais de alerta deve procurar assistência médica imediatamente! 

banho de sol em bebe 

 

  Referências Bibliográficas: 

Elaborado pela aluna de enfermagem Maria Brito, sob orientação da Enfermeira Ana Rita Peralta
 


segunda-feira, 31 de julho de 2023

Estratégias Não Farmacológicas para o Alivio da Dor no Recém-nascido

Algumas das estratégias que poderá aplicar:


- Contenção - Podendo ser realizada com rolos de lençóis, promove um “ninho”, aumentando a segurança do recém-nascido e reduzindo o stress (Hockenberry & Wilson, 2014; Vidal, 2010);

- Posicionamento - Um posicionamento adequado, com o corpo alinhado e ligeiramente fletido, permitindo atividade mão-boca, promove comportamentos auto-calmantes (Hockenberry & Wilson, 2014; Vidal, 2010);

- Sucção não-nutritiva - Atenua as respostas comportamentais, fisiológicas e hormonais decorrentes da dor. A colocação na chupeta de algumas gotas de uma solução açucarada, como a solução de sacarose a 24%, promove também um efeito analgésico, contribuindo para o controlo da dor (Hockenberry & Wilson, 2014; Vidal, 2010);

- Método Canguru - Consiste na colocação do bebé na posição vertical, com as pernas e braços semi-fletidos, sobre o peito da mãe ou do pai, em contacto pele com pele. Para além de favorecer a vinculação e melhorar o desenvolvimento do recém-nascido, reduz o stress e a dor, tendo um efeito calmante (Hockenberry & Wilson, 2014; Vidal, 2010; Ordem dos Enfermeiros, 2019).


É ainda, importante relembrar que estas estratégias têm mais eficácia quando são utilizadas em conjunto, pois é potenciado o efeito sinérgico entre as mesmas (Vidal, 2010).

quarta-feira, 12 de julho de 2023

 Estratégias Não Farmacológicas para o alívio de Dor no Recém-nascido


Como identificar a presença de dor no recém-nascido?

A identificação da dor no recém-nascido é difícil pois, estando na fase pré-verbal,

são incapazes de comunicar verbalmente que têm dor. Assim, restam-nos algumas

respostas comportamentais sugestivas de dor que estes podem apresentar,

nomeadamente (Hockenberry & Wilson, 2014):

- Expressão facial de dor - As sobrancelhas encontram-se arqueadas e mais

próximas, os olhos estão firmemente fechados e a boca encontra-se aberta, com

formato quadrado e a língua tende a ser projetada (Figura 1.) (Hockenberry &

Wilson, 2014);

- Vocalizações - Como o gemido e o choro, que associado à dor é mais intenso e

persistente (Hockenberry & Wilson, 2014);

- Movimentos corporais - Queixo trémulo, irritabilidade associada a rigidez

muscular e agitação generalizada, com possível reflexo de afastamento da área

estimulada e dorida (Hockenberry & Wilson, 2014).


                                       Fig. 1


Como atuar?

As estratégias não farmacológicas são métodos que se podem aplicar, no sentido de auxiliar a redução da percepção da dor e a torná-la mais tolerável, aumentando a efetividade da medicação analgésica ou, até mesmo, reduzindo a dose necessária. Além disso, aumentam o conforto e promovem o sono e o repouso (Hockenberry & Wilson, 2014; Vidal, 2010).

Iremos mais tarde abordar algumas das estratégias que poderá aplicar.