terça-feira, 17 de março de 2020



                            CUIDADOS BÁSICOS 


                           PROTEJA-SE A SI E AOS OUTROS

sábado, 15 de fevereiro de 2020

ERITEMA DA FRALDA




A pele do seu bebé é mais fina do que a dos adultos e o seu pH é mais elevado, o que a torna mais sensível a agentes irritantes.

O eritema da fralda é uma situação muito comum nos bebés, sendo caracterizado pelo surgimento de um rubor na pele da área em contacto com a fralda, podendo estar relacionada com fatores irritantes como a urina, fezes e os próprios componentes das fraldas.

Os sinais de eritema da fralda geralmente são a vermelhidão a nível das nádegas, genitais, região púbica e região superior das coxas, mas não costuma afetar as pregas cutâneas.

Na fase aguda, os sintomas de eritema da fralda podem variar de moderados a severos e incluem eritema generalizado, manchas vermelhas lustrosas, pele seca e quebradiça.

O risco de aparecimento de eritema da fralda é maior quando as condições de higiene não são as mais adequadas, quando se mantém o bebé  com a fralda suja ou molhada por períodos prolongados. Se o bebé tem diarreia,  o risco é mais elevado pois  o número de dejeções aumenta e as fezes em contacto com a pele são mais frequentes.

Os pais geralmente sentem-se culpados quando surge no seu bebé o eritema da fralda ou outra alteração da pele. No entanto, o eritema das fraldas é bastante frequente e nem sempre é fácil de evitar.
Sugere-se que sejam seguidos os conselhos sobre a muda da fralda, descritos anteriormente. 

É importante verificar que não aparecem outros sinais ou sintomas como febre, aparecimento de lesões diferentes, exsudado na região da fralda ou um agravamento do eritema.
 Na presença de novos sintomas e/ou sempre que os pais identifiquem uma situação que não estão a conseguir controlar, recomenda-se que recorram aos profissionais de saúde.




 


Bibliografia utilizada:

Oliveira, Z. P. O., Fernandes, J.D. (2010). Dermatite da área da fralda. Pediatria Moderna, 46 (nº 6). 213 – 221
ROCHA, Natividade e SOARES, Manuela – Dermatite das Fraldas – Nascer e Crescer – Revista do Hospital Maria Pia, ano 2004, volume XII, nº3, p.206-213
Santos, V. S.; Costa R. (2014). Tratamento de lesões de pele em recém-nascidos : conhecendo as necessidade da equipa de enfermagem – Esc. Enferm USP 48(6):985-92. 
Trotter, Sharon (2006) Neonatal Skincare: Why change is vital. MIDWIVES the official journal of the College of Midwives. , 9(4), 134-138.
Woolley, Sylvia. (2015). The rough with the smooth: managing nappy rash. Community Practitioner. Maio 2015. 26-28.

sábado, 11 de janeiro de 2020

Cuidados a ter na mudança de fralda


A MUDA DA FRALDA



O seu bebé vai precisar que a fralda seja mudada várias vezes ao longo do dia. A permanência de uma fralda suja com urina ou fezes, ou a própria humidade que se forma pela existência da fralda, pode ser bastante prejudicial à pele do seu bebé. 




    

 Cuidados na muda da fralda:      
  • Em primeiro lugar,  prepare tudo o que vai precisar no local onde irá mudar a fralda: fraldas, compressas, produtos de higiene, creme para a muda da fralda. 
  • As fraldas devem ser mudadas e a pele limpa o mais cedo possível logo após as eliminações. 
  •  Deve ser usada água morna e/ou solução emoliente ou toalhitas com Ph neutro sem álcool e sem fragrância para limpar a área da fralda.
  • A limpeza da área da fralda deve ser realizada no sentido da frente para trás. Nas meninas, primeiro limpe a vulva e depois as nádegas. Nos meninos, limpe o pénis, a pele do testículos, a zona em redor e de seguida as nádegas.
  •  Seque bem a pele com compressas suaves;
  •  Uma aplicação regular de creme barreira é importante para a prevenção das lesões da pele, recomendando-se a aplicação de uma camada fina de creme.
  •  As  fraldas devem ser absorventes e ajustáveis e não devem colocar a pele do bebé em contacto com a zona de plástico. Escolha sempre fraldas adequadas ao peso do seu bebé. Uma fralda pequena poderá permitir fugas ou fricções;
  •  A fralda limpa deve ser colocada abaixo da zona do umbigo. Nos rapazes o pénis deverá ficar para a frente e para baixo antes de fechar a fralda, para evitar fugas de urina;
  •  Após a muda da fralda os pais devem lavar bem as mãos.


Os toalhetes contêm substâncias que podem sensibilizar a pele do seu bebé, por isso devem ser utilizados apenas quando a lavagem com água não é possível (fora de casa). O uso frequente de sabonetes ou de toalhetes altera o equilíbrio entre os microorganismos habitualmente presentes na pele e mucosas, reduzindo o seu papel protetor.




Bibliografia utilizada:
Jones, Kathleen (2013). Advice to promote healthy neonaltal skin and treat common skin disorders. British Journal of Midwifery. Vol21, Nº 4. 244-247
Macedo, I. Peixoto, J. Rodrigues M., Guedes, B. http://www.lusoneonatologia.com/site/upload/File/Cuidados%20com%20a%20pele%20do%20RN.pdf acedido a 12/01/2016 às 10:37h
https://www.google.com/url?sa=i&source=images&cd=&ved=2ahUKEwik aqR4fvmAhUSy4UKHTLADB0QjRx6BAgBEAQ&url=https%3A%2F%2Fpt.depositphotos.com%2F9671198%2Fstock-photo-diaper-changing.html&psig=AOvVaw1g8qfnUo6uiUvCm0Y2V0QQ&ust=1578839367403953




segunda-feira, 23 de dezembro de 2019






A equipa da UCEN deseja-vos umas festas felizes. 



Que o Natal seja festejado em paz e harmonia e o Ano Novo recebido com muita alegria e saúde.

domingo, 17 de novembro de 2019

17 de Novembro - Dia Mundial da Prematuridade


Um em cada dez bebés nasce prematuro, enfrentando uma série de desafios que os colocam em risco acrescido de complicações e alterações do neurodesenvolvimento.

Com internamentos, por vezes longos, nas unidades neonatais cada família de um bebé prematuro terá que se reestruturar dentro de uma realidade diferente da idealizada, para o nascimento do seu filho.







Não poderíamos deixar de assinalar esta data.
Trabalhamos diariamente para conseguir minimizar os riscos inerentes  á prematuridade, integrando os pais nesta nova dinâmica  e consequentemente na adaptação a uma nova realidade.
São prestados cuidados humanizados de acordo com as necessidade do bebe prematuro, em parceria com os pais.

domingo, 13 de outubro de 2019

Infeção por Vírus Sincicial Respiratório


Synagis® Infants, respiratory syncytial virus (RSV) that causes severe respiratory tract infections



O vírus sincicial respiratório (VSR) é mais frequente na infância , infetando 70% das crianças até aos 12 meses e mais de 95% das crianças até aos 2 anos, sendo que 1% dos casos necessitam de internamento.

São considerados grupos de risco os recém nascidos prematuros, crianças com doença pulmonar crónica, cardiopatia congénita e imunodeficiência.




 Prevenção da Infeção por Vírus Sincicial Respiratório


PREVENÇÃO PRIMÁRIA

É essencial tomar certas medidas para prevenir a disseminação dos vírus e o ensino destas deve estar incluído na informação na alta hospitalar do recém nascido.

1 – Lavagem cuidadosa e frequente das mãos;

2 – Evitar contacto com familiares e amigos constipados;

3 – Ter especial cuidado com irmãos em infantários;

4 – Sempre que necessário usar máscara que cubra a boca e o nariz durante a mamada ou outros cuidados dispensados ao bebé;

5 – Evitar locais com grande concentração de pessoas;

6 – Evitar locais poluídos com fumo;

7 – Sempre que possível evitar infantários, particularmente quando a entrada coincida com a época de risco de infeções respiratórias;

8 – Se possível, quarto separado de irmãos em idade escolar;

9 – Limpar e desinfetar regularmente chupetas e brinquedos;




PREVENÇÃO SECUNDÁRIA

A prevenção secundária consiste na vacinação com a Palivizumab,  tendo como principal beneficio a diminuição da hospitalização.




A vacinação é realizada em meio hospitalar.



Aguiar, M., Carneiro, M., Guimarães, J., Loio, P., Macedo, A., Marçal, M., Salazar, A., Santos, E e Tuna, M. (2012). Neonatologia- Manual Prático. Edição Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais, Hospital S. Francisco Xavier, Centro Hospitalar Ocidental, EPE. Lisboa


sábado, 28 de setembro de 2019

Vacinação

A sua importância ?


O Plano nacional de Vacinação foi criado em 1965 com intuito de vacinar o maior número de pessoas com as vacinas mais adequadas e o mais precocemente possível. Pelo que está em constante revisão e melhoria.
Cada vez mais temos à disposição mais e melhores vacinas.

O esquema de vacinação tem como objectivo obter melhor protecção, na idade mais adequada e o mais precocemente possível. 



www.dgs.pt

As Vacinas permitem salvar mais vidas e prevenir mais casos de doença do que a maioria dos tratamentos médicos.


PROTEJA O SEU FILHO!!