sexta-feira, 1 de junho de 2018
domingo, 22 de abril de 2018
ABRIL - Mês da Prevenção dos maus tratos na Infância
Ordem dos enfermeiros
Em Abril é comemorado o Mês da Prevenção dos Maus-Tratos Infantis.
Tudo começou em 1989, quando surgiu o “Movimento do Laço Azul”, criado por Bonnie W. Finney. Os seus netos eram vítimas de maus-tratos por parte da mãe e do companheiro desta. Em forma de protesto e, no sentido de evidenciar a sua dor, Bonnie atou um laço azul à antena do seu carro.
A cor do laço azul simboliza os corpos magoados e repletos de nódoas negras dos seus netos.
Esta comemoração tem como principal objectivo promover uma maior consciencialização sobre esta temática, que é considerada como um grave problema de saúde pública, quer pela sua dimensão, quer pelas suas consequências a curto, médio e a longo prazo.
"A melhor forma de tratar o problema é impedir que aconteça"!
segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
Testemunho dos pais do Rafael
Vimos desta forma desejar a toda a Equipa de Neonatologia um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.
Aproveitamos para agradecer tudo o que fizeram pelo nosso Rafael. Sem o vosso empenho, dedicação e especial carinho, tudo teria sido mais difícil!
A todas vós, um bem hajam !!!
Boas Festas
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
Risco infeccioso - rastreio séptico e terapêutica
Rastreio séptico:
Chama-se rastreio séptico ao
conjunto de exames laboratoriais que auxiliam no diagnóstico precoce de sépsis
neonatal. A sua importância está na capacidade em detetar a doença numa fase
precoce, ainda assintomática ou pouco sintomática.
A ausência de sinais e sintomas
exclui sépsis mas não a infeção e a bacteriémia pode existir na ausência de
sinais clínicos.
Terapêutica:
Quando o risco infeccioso é elevado
está indicado iniciar antibioterapia.
Os agentes mais frequentes de sépsis precoce
em Portugal são o SBG e a E.coli. Assim sendo, os recém-nascidos com risco
infeccioso bacteriano perinatal com indicação para iniciar antibióticos, deve
ser medicado com ampicilina e gentamicina. Se houver história de infeções urinárias
maternas por E.coli resistentes à ampicilina, pode-se iniciar cefuroxime em vez
de ampicilina. Se a hemocultura for negativa e não houver sinais clínicos nem
laboratoriais de infeção, os antibióticos devem ser suspensos.
- Caso ainda tenha dúvidas e para mais esclarecimentos fale com um profissional de saúde.
Referências
Bibliográficas
ü Sociedade Portuguesa
de Neonatologia. (2014). Procedimento no recém-nascido com risco infeccioso.
Disponível em: http://www.lusoneonatologia.com/site/upload/consensos/2014-Risco_infeccioso.pdf
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
Risco Infeccioso - Fatores de risco
Fatores de risco:
A) Idade gestacional:
O sistema imunitário é mais prematuro quanto menor for a
idade gestacional, o que aumenta a susceptilidade à infecção. A passagem de anticorpos
maternos transplacentar ocorre na fase final da gestação, limitando a
capacidade de resposta do recém-nascido pré-termo às infeções.
Considera-se o parto de pré-termo,
o maior fator de risco para o desenvolvimento de sépsis precoce por E.coli.
B)
Corioamnionite:
Na presença de infecção intra-amniótica pode ocorrer infecção
fetal através da inalação e deglutição do líquido amniótico infectado, ou a
infecção ocorrer horas ou dias após o nascimento por invasão sistémica de
microrganismos patogénicos que colonizam a pele e as mucosas do recém-nascido.
A febre materna é a manifestação clínica mais frequente e o
critério clínico mais relacionado com o diagnóstico de corioamnionite. O risco
de sépsis no recém-nascido é tanto maior quanto mais elevada for a temperatura
materna.
C)
Mãe com infeção bacteriana sistémica:
A transmissão de bactérias transplacentar
é uma via de infecção neonatal e por isso, a presença de bacteriémia na mãe
aumenta a probabilidade de sépsis precoce.
D)
Rotura de membranas:
As membranas fetais formam uma barreira para os
microrganismos que colonizam o aparelho genital materno. A rotura de membranas
favorece a colonização da placenta e dos tecidos fetais, cuja as consequências
para o feto, dependem do microrganismo e da sua função imunológica, sendo por
isso a rotura prolongada de membranas, um fator de risco para sépsis precoce no
recém-nascido.
E)
Colonização materna pelo SBG (streptococcus do grupo B):
Os estudos têm demonstrado que portadoras de SGB aumenta o
risco de sépsis precoce. Após a implementação do rastreio universal de SGB às
grávidas e da profilaxia antibiótica intraparto, hove uma redução da sépsis
neonatal precoce, embora continue a ser um dos mais frequentes. Se uma gávida
estiver colonizada pelo SGB, a probabilidade do recém-nascido desenvolver
sépsis, aumenta de acordo com a presença de outros factores de risco. A história
anterior de um filho com sépsis precoce por SGB no período neonatal constitui
um fator de risco para a sépsis numa gravidez subsequente.
F)
Outros fatores de risco intra-parto:
Consideram-se que todos os
procedimentos obstétricos invasivos que facilitam a ascensão dos microrganismos
ou que rompam as membranas da bolsa amniótica favorece o risco de sépsis neonatal.
Em caso de gravidez gemelar, a
presença de sépsis neonatal precoce num dos gémeos é considerado um forte fator
de risco séptico para o gémeo ainda assintomático.
quarta-feira, 12 de julho de 2017
Risco infeccioso
O que significa?
A sépsis no recém-nascido
caracteriza-se por sinais e sintomas inespecíficos, que ocorrem em consequência
de uma infecção sistémica por um microrganismo patogénico. A sépsis precoce é
causada por microrganismos que colonizam o canal do parto e manifesta-se nas
primeiras 72 horas de vida.
O streptococcus do grupo B (SGB)
continua a ser o principal causador de sépsis precoce no recém-nascido de termo
e a E.coli no recém-nascido de pré-termo.
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